Curiosidades em Boo – Pipeline de compilação

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Posted on 18th novembro 2009 by gbenatti in Programação | Sem categoria | boo | truques

Como já comentei, Boo é uma linguagem que tem como uma das caracteristicas mais marcantes sua extensibilidade.

A extensibilidade se dá na forma de macros e atributos sintaticos que modificam o código gerado no momento da compilação, e também em mudanças no próprio compilador, através do conceito de pipelines de compilação.
Para se entender melhor, quando você usa o compilador booc, o mesmo executa uma série de passos, que começa com o parsing do arquivo, execução das analises semanticas, transformações na AST e por fim geração do assembly (exe ou dll). Isso é o que é conhecido como pipeline padão de compilação.
O compilador booc já vem com várias outras pipelines definidas, e permite também que o programador defina outras.

Uma das pipelines bem interessantes que já vem com o compilador é a pipeline chamada boo, essa pipeline executa todo o processo de compilação normal, com todos os passos e todas as transformações que são aplicadas a AST e no final, invés de gerar um assembly, gera uma saida boo com todo o código que seria compilado para a criação do assembly.

Parece abstrato demais ? Vamos ao código então, o velho e bom Hello World.

  1. print "Hello World"

Esse é um código mínimo em Boo que escreve a mensagem “Hello World” na tela, mas você pode se perguntar, esse não é um executavel .Net ? Cadê o static void Main… ?

Vamos usar a nossa nova conhecida, a pipeline boo, pra descobrir. Salve o programa no arquivo hello.boo e rode:

  1. booc -p:boo hello.boo

E você terá:

  1. [System.Runtime.CompilerServices.CompilerGlobalScopeAttribute]
  2. public final transient class HelloModule(object):
  3.     private static def Main(argv as (string)) as void:
  4.         System.Console.WriteLine(‘Hello World’)
  5.  
  6.     private def constructor():
  7.         super()

A saída mostra o código que seria compilado depois de todas as mágicas executadas pelo compilador.

Note o uso do parâmetro -p:boo, é ele que diz ao compilador pra usar a pipeline boo e não a padrão.

Um detalhe, a chamada a print virou um System.Console.WriteLine, porque print é uma macro que ao ser executada expande para a chamada equivalente WriteLine.

Isso é só uma pequena parte do que pode ser feito com as pipelines, de geração de código em outra linguagem, verificação de padrões de desenvolvimento, compilação em memória, code completing, as possibilidades são várias.

Truques em Scala – Extractors

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Posted on 5th novembro 2009 by gbenatti in Programação | Sem categoria | scala | truques

Scala muitas vezes me surpreende com a elegancia e integridade da linguagem. O que chamo aqui de integridade, é a forma como a linguagem combina vários conceitos de uma forma uniforme.

Uma das features interessantes de  Scala é que ela permite ao programador extrair informações de objetos usando pattern matching, por exemplo se você tiver o seguinte tipo chamado Email:

  1. case class Email(name: String, domain: String)

Seria possivel testar se um objeto é do tipo Email, e ao mesmo tempo retornar o name e domain com o seguinte código:

  1. unknownObject match {
  2.   case Email(name, domain) =>
  3.     println(name + " at " + domain)
  4.   case _ =>
  5.     println("It’s not an email")
  6. }

No caso de unknownObject ser declarado como:

  1. val unknownObject = Email("georges", "gbenatti.net")

A saida seria “georges at gbenatti.net”

Já se unknownObject fosse declarado como:

  1. val unknownObject: Any = "georges@gbeatti.net"

A saida seria “It’s not an email”

Mas não seria muito legal se fosse possivel fazer essa segunda opção funcionar ? Ai entra a elegância de Scala, você pode definir extractors que permitem que sejam extraidos dados de determinadas estruturas, sejam elas árvores, listas e até mesmo strings.

Um extractor é um objeto Scala que define um método unapply. A responsabilidade do unapply é fazer o matching de um valor e o separar em seus componentes, para o caso acima o extractor poderia ser definido assim:

  1. object EmailStr  {
  2.   def unapply(str: String): Option[(String, String)] = {
  3.     val parts = str split "@"
  4.     if (parts.length == 2) Some(parts(0), parts(1)) else None
  5.   }
  6. }

Definido esse extractor poderiamos reescrever o match da seguinte forma:

  1. unknownObject match {
  2.   case Email(name, domain) =>
  3.     println(name + " at " + domain)
  4.   case EmailStr(name, domain) =>
  5.     println(name + " at " + domain)
  6.   case _ =>
  7.     println("It’s not an email")
  8. }

E ele funcionaria tanto com objetos da classe Email quanto com strings no formato name@domain, ou seja, código final do usuário simples e elegante.

Até mais pp pessoal…

Truques em Scala – Structural Typing

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Posted on 27th outubro 2009 by gbenatti in Programação | boo | python | ruby | scala | truques

As linguagens dinâmicas como Ruby e Python tem algumas capacidades bem interessantes, entre elas esta a possibilidade de passar um objeto para um método e desde que o objeto implemente os métodos necessários (ex: name, height), o método executará corretamente.

Já as linguagens estáticas normalmente não tem essa capacidade, algumas, como por exemplo Boo implementam essa possibilidade através de dispatch in runtime para os métodos que necessitam dessa caracteristica, já Scala tem uma solução bem elegante.

Por exemplo, digamos que você queira definir um método que espere um objeto que tenha as propriedades name e age, uma forma comumente usada em linguagens estáticas seria a seguinte:

Definir uma interface com os métodos que interessam:

  1. trait BasicProperties {
  2.   def name: String
  3.   def age: Int
  4. }

Escrever as classes implementando BasicProperties e o método recebendo como parametro um objeto do tipo BasicProperties:

  1. class Pet(val name: String, val age: Int) extends BasicProperties
  2. class Person(val name: String, val age: Int) extends BasicProperties
  3.  
  4. def printProp(in: BasicProperties) =
  5.   println(in.name+" is " + in.age + " years old")

E então você poderia chamar o método assim:

  1. printProp(new Pet("Galfildo", 8))
  2. printProp(new Person("Maria", 18))

Se você tivesse uma classe tipo:

  1. class Antique(val name: String, val Age: Int, val cost: Int)

Você não poderia usar um objeto desse tipo como parametro para printProp, já que a classe não herda BasicProperties.

A solução está na capacidade que Scala tem de definir algo que poderia ser chamado de anonymous interfaces, no caso, o método printProp seria escrito assim:

  1. def printProp(in: {def name: String; def age: Int}) =
  2.   println(in.name+" is " + in.age + " years old")

Como se você estivesse definindo como parametro um tipo anonimo, que tem um método name do tipo String e um método age do tipo Int

E então poderia executar:

  1. printProp(new Pet("Galfildo", 8))
  2. printProp(new Person("Maria", 18))
  3. printProp(new Antique("Monalisa", 450, 1000))

Como se ve, um código muito parecido com o escrito em Ruby e Python, mais ainda com uma caracteristica de documentação, já que o método é explicito sobre o que ele necessita.

Truques em Scala – Como fazer parsing de um xml

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Posted on 27th outubro 2009 by gbenatti in Programação | scala | truques | xml

Ontem eu precisei extrair alguns dados de um xml, e acho que as lições aprendidas merecem ficar registradas, vai que mais alguem nesse mundão precisa fazer algo assim.

  1. <request service="Service 1">
  2.   <extra>
  3.     <entry key="key1">value1</entry>
  4.     <entry key="key2">value2</entry>
  5.   </extra>
  6. </request>

O objetivo era extrair o nome do service como uma string e as entries como um map de key values.

O servico como string é bem facil, considerando que o xml esta em uma variavel serviceXml, teriamos:

  1. val serviceName = (serviceXml\"@service").text

O que isso faz é basicamente pegar o attributo service do nó em questão e com esse dado pegar o nó como text.

A segunda parte é um pouco mais complexa então vamos por parte, primeiro pegamos as entries:

  1. val entries = serviceXml\"extra"\\"entry"

Esse codigo executa basicamente um XPath extraindo do xml o nó “extra” e deste a lista de nós “entry”

Então, para cada entry extraimos uma tupla com o valor da key e o value:

  1. val entriesTuple = for (entry <- entries) yield ((entry\"@key").text, entry.text)

Aqui usamos um for expression para percorrer a lista entries e retornar (usando yield) uma tupla que contem o valor da key e o inner text da entry

E por fim criar um Map com esses dados:

  1. val mapResult = Map(entriesTuple: _*)

Por fim, como construir um Map apartir de uma lista, ou nesse caso de um generator ?

Maps podem ser contruidos usando de um numero variavel de tuplas usando algo como Map(tupla1, tupla2, tuplaN).

Se tentarmos usar Map(entriesTuple) o compilador vai reclamar falando que esse metodo nao pode ser executado com uma Seq[(String, String)], ou seja, uma sequencia de tuplas contendo duas Strings.

Temos que dar um jeito de passar essa Seq como um numero variavel de argumentos, e os desenvolvedores de Scala nos deram uma forma de fazer isso, quando temos que passar uma lista para um método que espera um número variavel de argumentos podemos fazer assim:

  1. Map(entriesTuples: _*)

Essa anotação diz ao compilador para expandir os parametros

Juntando tudo temos:

  1. val mapResult = Map((for (entry <- serviceXml\"extra"\\"entry") yield ((entry\"@key").text, entry.text)): _*)

Muita explicação pra pouco código, assim é Scala

Cheers